August 09, 2008

She's gotta ticket to ride


No Brasil, o sindicato dos mecânicos vai entrar com uma ação contra a novidade - e é capaz de ganhar.

Posted by Bruno Rabin at 08:43 AM | Comments (0)

June 27, 2008

Faz sentido

Neste caso, mais uma vez, a ironia é involuntária.

Posted by Bruno Rabin at 06:05 PM | Comments (0)

May 24, 2008

Internautas dizem que pesquisadores estão mais estúpidos

Está aqui no Globo Online, mas você talvez prefira acessar na fonte: Usuários da internet estão mais egoístas." Destaque-se:

Segundo [Jacob] Nielsen [diretor da Nielsen Norman Group, especializada em consultoria sobre usabilidade], a mudança no comportamento dos usuários pode ser confirmada com base em vários dados levantados pelo relatório.

O primeiro deles está relacionado com o sucesso dos usuários em conseguir atingir suas metas quando estão online. Os dados de 2008 indicam que este o sucesso foi de 75%, comparados com 60% em 1999.

Isso indicaria que os usuários estão indo "diretamente ao ponto", ao invés de ficar navegando "à deriva" pelos sites.

Nielsen afirma ainda que outro indicativo do "egoísmo" dos usuários estaria relacionado aos sistemas de busca.

Segundo o documento, em 2004, 40% das pessoas visitavam primeiro a homepage de um site e depois navegavam até onde estava a informação que procuravam. Atualmente, 60% dos usuários usam um link que os leva diretamente para a página que procuram dentro de um site.

O relatório de 2008 aponta que apenas 25% das pessoas navegam via a homepage de um site, o restante usa mecanismos de busca e chega diretamente ao destino de interesse.

(...)

O especialista ressalta que, nesse contexto, os mecanismos de busca "basicamente dominam a rede".

"A longo prazo, qualquer um que quiser ultrapassar o Google tem apenas que fazer um sistema de busca melhor", concluiu.

Gênio.

Posted by Bruno Rabin at 02:46 PM | Comments (1)

November 22, 2007

O ex-prefeito

cesar maia.jpg

Voto em César Maia para jornalista.

Posted by Bruno Rabin at 08:34 AM | Comments (0)

September 25, 2007

The answer, my friend

Talvez alguém chegue a achar que um voto contra o Renan não compense isto. Talvez.

Posted by Bruno Rabin at 09:53 PM | Comments (0)

September 27, 2005

Não toque no meu pote

urso.jpg

Posted by Bruno Rabin at 11:02 PM | Comments (2)

September 03, 2005

No mínimo, coincidência

Parece que andam lendo este blog.

Posted by Bruno Rabin at 07:39 PM | Comments (2)

July 13, 2005

Recortes guardados para o futuro

Gaspari, há um ano:

É compreensível que o PSDB não queira mostrar suas contas em tempo real. Habituou-se a não fazê-lo. Também é compreensível que o comissário Delúbio chame de ingênuos os parlamentares petistas que querem botar as contas na internet. O que os doutores não perceberam é que o dilema já não é ir ou não ir para a internet. É ir ou não ir para a Polícia Federal.

(GASPARI, Elio. “Contas de campanha, caso de polícia”. O Globo, 09/06/04.)

Posted by Bruno Rabin at 05:27 AM | Comments (2)

July 10, 2005

Avenida Brasil, 500

É cachorro morto, mas há quem goste de bater um pouquinho mais.

Posted by Bruno Rabin at 09:47 PM | Comments (0)

July 01, 2005

Meninos, comportem-se!

É educativo ler os cadernos culturais da grande imprensa. Ao lado do hard news político e econômico, lá está a cultura, tadinha, sem atenção de ninguém. Ela agora deu pra ficar assim, sempre brincando no balanço do play. Parece que não está ligando muito para os últimos acontecimentos. Quando lhe falaram sobre uma tal mesada do governo, ficou empolgada, inventando mil roteiros, instalações e projetos afins. De tão alegre, demorou a perceber do que se tratava. Quando enfim entendeu tudo, fez uma careta e voltou a quicar a bola na parede. Já tinha tentado brincar de denúncia, mas acabou ficando emburrada e sozinha.

Posted by Bruno Rabin at 08:20 PM | Comments (8)

June 14, 2005

Pra cima deles, Roberto, pra cima deles!

Por que não chamam o Galvão para narrar esses depoimentos na Câmara?

Posted by Bruno Rabin at 10:16 PM | Comments (5)

June 07, 2005

O que pensar sobre o escândalo do mensalão

Nessas horas, cada um fica à procura de um lugar digno, sem saber muito bem o que pensar e o que dizer. A seriedade sisuda corre o risco de parecer ridícula; a ironia cínica é previsível demais; no meio do caminho, o meio do caminho — sem graça que só ele.

Resta ficar observando os observadores. Por enquanto, vale o riso não muito cínico provocado pela enrascada em que se meteram os repórteres que tentam explicar a história. Sem provas, embananam-se ao falar sobre a suposta hipótese que teria sido sugerida por uma denúncia que possivelmente foi feita numa ocasião imprecisa por um interlocutor indefinido. Quem quiser saber mesmo o que se passa tem duas opções: ou se aventura na selva lingüística do jornalismo responsável ou toma um táxi. Acaba dando na mesma.

Posted by Bruno Rabin at 08:14 PM | Comments (11)

April 10, 2005

Disfemismo

Com as denúncias da quebra do celibato e de homossexualismo entre padres mundo afora, é realmente mau gosto chamar os candidatos a Papa de papáveis.

Posted by Bruno Rabin at 02:40 PM | Comments (0)

February 28, 2005

Previsão do tempo: sol entre muita nebulosidade com pancadas de chuva à tarde, típicas de verão.

Em entrevista ao programa de rádio do Fórum Social Mundial, José Saramago disse o seguinte:

“Eu penso que o Fórum Social Mundial este ano deveria ser um lugar onde não nos limitássemos simplemente a reivindicar.”

Não foi o único. Declarações em toda parte sinalizam — palavra necessária a uma sintonia com o Fórum, hein — que a faladeira cansou. Urge fazer alguma coisa, gritam também os marxistas de fralda — que agora descobrem o que o barbudo-mor disse há mais de um século.

O silogismo é simples: o Fórum Social Mundial pretende passar à ação; logo, o Fórum Social Mundial vai acabar.
(A premissa maior, deixou-a aos bons entendedores.)

Posted by Bruno Rabin at 11:30 AM | Comments (0)

February 25, 2005

O Millôr já fez a conta

É sempre uma questão de expectativa. Fosse Greenhalgh ou João Paulo, haveria gritaria ensurdecedora à simples menção da palavra ”aumento”. No que compete à opinião pública, indisposição generalizada, constrangimento e... gaveta. Como se trata de Severino, a quem o aumento nunca pareceu vergonhoso, a perplexidade não dura mais que duas semanas. Até lá, tudo estaria certo — se a estratégia fosse a do silêncio.

Mas Severino não se agüentou e colocou os argumentos na mesa:

— É evidente que a sociedade quer. Ela está aceitando. Não tem sido é bem esclarecido. Não existe essa coisa de posição contra. O que a sociedade não aceita é desonestidade, é roubalheira. E se existir isso dentro da Câmara, vou acabar.

A sociedade é abstrata; não vai ser ouvida pelos jornais ou pelo Congresso. Mesmo que o fosse, não serviria, pois não sabe o que fala. Nem de seus representantes se pode esperar grande coisa:

— Isso é um problema desses partidos que estão fazendo apenas demagogia. Eles estão doidos por esse aumento. Não vai perder (em plenário) que eu tenho certeza, porque demagogos têm poucos aqui na Câmara.

Subestimar o outro não tem sido boa estratégia: as palavras ferem mais do que o aumento. Se voltar a ficar quieto, tendo razão (ignorância e demagogia), é capaz de chegar aonde quer; não seria surpresa para ninguém. Articulistas em jornais só se fazem ouvir por quem os lê. Não parece ser o caso.

Como diz o Millôr, dividindo toda nossa indignação por todos os problemas do país, o percentual que sobra para cada um é muito pequeno.

Posted by Bruno Rabin at 09:57 AM | Comments (1)

February 19, 2005

Homo Economicus Ethicus, as if

Os escândalos financeiros recentes no mundo corporativo americano (Enrom, WorldCom, Tyco) deram espaço a uma pergunta “despropositada”: e a ética desses caras, onde foi parar? Quem a faz não é o barbudinho da esquina, mas o ex-professor da LSE Sumantra Ghoshal, em artigo póstumo. Para ele, a raiz comum aos problemas está nos cursos de MBA, requisito de dez entre dez engravatados das grandes companhias.

Segundo Ghoshal, os MBAs se arrogam um status acadêmico discutível. Estudos de caso e modelos matemáticos não compõem base científica — afirma —, sobretudo porque dispensam a reflexão metodológica e resumem o mundo dos negócios a duas verdades simplistas: a soberania do homo economicus (utilitarista, racional, competitivo) e o objetivo único de maximização dos ganhos dos acionistas das grandes empresas.

Com o diploma na mão, a rapaziada recrutada pelas empresas se sentiria livre, do ponto de vista moral. E essa liberdade — mal lida em cursos de um ano ou dois — estaria se voltando contra as próprias corporações e os próprios businessmen. Daí os escândalos.

A Economist, é claro, dá seu recado. Além de excessiva, a crítica de Ghoshal desconsidera três pontos centrais: 1) nos escândalos citados, os executivos corruptos, em boa parte, não fizeram MBA; 2) a crença no homo economicus tem decaído em toda parte, até mesmo na Universidade de Chicago; 3) não se pode esperar aprofundamento científico de um tipo de curso cuja essência está na prática dos negócios. Para a revista, o problema é outro: corporações que valorizam esse diploma em demasia, como se a capacidade de liderança pudesse vir de conhecimentos despidos de maturidade e sabedoria — para os quais não há curso possível.

Ainda assim, adesões de pesos-pesados têm feito a onda do momento na discussão acadêmica no eixo EUA/Inglaterra. Não chegam a ser tsunamis, mas já limparam quintais: Harvard e Stanford aceitam parte das críticas e passam a incluir Ética como disciplina de seus MBAs. “Escolha” e “intenção” deixariam os dicionários para entrar na análise econômica dos administradores recém-formados.

No Brasil, a expansão MBAs só é comparável à de cursos universitários; o mesmo se pode dizer de sua qualidade, questionável na maior parte dos casos. Mas a discussão não deve pegar. Antes e fora da moda desse diploma, a corrupção nunca foi o ponto fora da curva; na maior parte das vezes, é a própria curva. Por aqui, reserva-se à Ética o bueiro da discussão dita “ideológica” — à direita e à esquerda —, como se isso a tornasse indigna.

Posted by Bruno Rabin at 09:16 PM | Comments (0)

February 13, 2005

Furos de reportagem

O Rio fica a 45 minutos de São Paulo, se você desembolsar 300 pratas. Com um por cento disso — o preço de um jornal de domingo —, a distância é muito maior.

Leia-se a Folha de S. Paulo do dia 6 de fevereiro, domingo de Carnaval; aliás, bastam as páginas iniciais. Na cobertura da festa, a 1ª página traz duas chamadas para artigos. No primeiro, Ferreira Gullar demonstra sua reconhecida perspicácia com um insight brilhante: segundo o poeta, em pouco tempo, as escolas de samba do Rio só terão brancos, seja desfilando, seja na platéia. O leitor fica estupefato: que sacação! Genial, genial, diria o Roberto do post aí de baixo. Como ninguém pensou nisso antes?!

Ainda sem conseguir vencer o largo sorriso, o leitor passa os olhos pela outra chamada. Desta vez, Danuza Leão e uma pergunta inquietante: por que o Cordão do Bola Preta é o bloco de rua mais longevo do Rio? A resposta, precisa e inimaginável, não tarda: trata-se da espontaneidade do bloco, do gosto pelo samba de verdade, do apreço pelo Carnaval de verdade, sem marketing, uma coisa assim de raiz. Caramba — suspira o leitor —, é mesmo! Que coisa!, exclama novamente, que esse leitor é dado a exclamações.

Com o gosto da satisfação pelo dinheiro bem gasto, o leitor se arrisca à página 2. Mas não se adianta. Temendo o que lhe reservam as pensatas, vira a página devagar. Para manter a coerência da carioquice, vai logo ao texto do Cony. Sob o título “Tombamento inútil”, o escritor fala sobre o Cristo Redentor, propondo interpretações inovadoras. Os braços abertos representam não apenas a benção, mas a surpresa com as belezas da cidade e a bronca contra os problemas. Quanta simbologia em uma única imagem — admira-se o leitor. Esse Cony, hein! Quando alguém imaginaria enxergar no Cristo tudo isso?

Antes de prosseguir, o leitor suspende o olhar, balança a cabeça sob a imaginação do privilégio que está tendo. Pensa em continuar, mas teme a decepção. Prefere ficar com as impressões que lhe foram presenteadas por três nomes da inteligência nacional e suspira fundo antes de beber mais um golé de café.

Posted by Bruno Rabin at 11:55 AM | Comments (0)

February 09, 2005

E a Beija-Flor, hein?

Desfile de Carnaval é como eleição: pode-se não acompanhar as escolas ou reclamar que é sempre a mesma coisa, mas a apuração do resultado ninguém perde.

Posted by Bruno Rabin at 11:45 PM | Comments (0)

January 30, 2005

A inveja é uma merda

Luiz Alberto Py é psicanalista e trabalhou no acompanhamento dos participantes do Big Brother Brasil. Ao final da primeira edição do programa, deu uma entrevista explicando a vitória do dançarino bobão Kleber Bam-bam. Segundo ele, a escolha do público expressava uma marca bem típica da brasilidade: a inveja.

Em outros países, os vencedores de programas do gênero têm sido, em geral, estrategistas inteligentes, ou pessoas bonitas, ou pessoas charmosas; no Brasil, o prêmio foi para o menos invejável dos participantes: um idiota, ignorante, humilde, bobo alegre. Para o psicanalista, o brasileiro que vota nesses programas — derrota máxima — não estaria disposto a entregar tanto dinheiro a alguém que fosse melhor que ele, um vencedor de fato, em qualquer sentido que se dê ao termo.

Passadas quatro edições do programa, a avaliação do psicanalista permanece inabalável; coincide com o que já se disse por aqui em relação aos esportes. Trata-se de uma tendência, sem dúvida. Mais do que o programa — who cares? —, ajuda a entender como chegamos a isto. Se os brasileiros são realmente movidos pela inveja, então a inveja é mesmo uma merda.

Posted by Bruno Rabin at 10:44 PM | Comments (0)

January 17, 2005

Cassetadas no Oriente Médio

Você já está cansado de postar e ninguém comentar seus textos?
Você gostaria de ter muitos leitores sem apelar para mulheres nuas?
Seu maior sonho é se tornar o Paulo Francis de bermudas?

Seus problemas se acabaram: chegou o Super Israel X Palestina Polemic Embuster. Com ele, sua caixa de comentários vai ficar sempre cheia de controvérsias e declarações sensacionais.

E tem mais: postando agora o Super Israel X Palestina Polemic Embuster, você leva inteiramente grátis o incrível Manual de Comentários Inteligentes para Blogs, onde você vai encontrar mil e uma maneiras de falar alguma coisa esperta quando não tiver assunto.

Para saber como funciona esse super lançamento, veja este incrível exemplo nos comentários do post “Otimismo dos outros”. Você não vai se decepcionar.

Posted by Bruno Rabin at 01:34 PM | Comments (1)