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July 03, 2008

A (sua) tristeza

Há quem não conheça a ética do futebol. Na derrota regular, o perdedor sofre duplamente, e sua irritação procede: amigos e inimigos se aproveitam da situação; podem e devem fazê-lo. Na eliminação, o sofrimento cresce na medida das brincadeiras, com a ressalva da intimidade - já não é de bom tom o desconhecido se aproveitar da dor alheia. Agora, na perda do título - e sobretudo na perda honrada do título -, muita coisa não se aplica.

Não se trata de ser flamenguista, pois há os que conhecem o código de conduta. Mas como a torcida rubro-negra é grande, cresce na mesma proporção a quantidade de sujeitos de má-fé. A zoação, como se não bastasse a inaplicabilidade em caso de luto, se torna ainda mais desprezível vinda de quem vem. Não há atenuante. E talvez haja agravantes: cara de paspalho, babando na risada que não se contém, vendo o jogo dos outros como um grande filme (final infeliz, as many); mas um filme dos outros, nunca seu.

Posted by Bruno Rabin at July 3, 2008 10:43 AM

Comments

Bem, não lembro de termos sido poupados quando do affaire Cabañas.

No entanto, me calo e não corneteio. Sofra em paz, Bruno. Nos vemos em não-tóquio.

Posted by: Igor at July 3, 2008 12:48 PM

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