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May 29, 2008
Desamor
Boa descoberta foi a de que o Bernardo Carvalho tem um blog. E no primeiro post:
O horror confesso que eu tenho dos blogs me pôs numa sinuca de bico (devidamente ironizada pelos amigos mais próximos) quando descobri que durante a minha estada em São Petersburgo também teria que escrever um. Não é que não goste; eu detesto blog.
Eu, que gosto muito de literatura contemporânea, e gosto especialmente da tensão das coisas que não acontecem, acho os romances do Bernardo Carvalho quase todos muito bons. Claro, tem aquelas partes nojentas, mas aí você pode ir pulando. Então, nem me sinto à vontade para fazer a piada óbvia com o comentário dele sobre blogs. E, confesso, até concordo um pouquinho com ele. Bem, não é um pouquinho, é muito. Tanto como se fosse quase uma epifania. Por exemplo: é bem blogueiro dar o nome ao blog de "Epifania", não é não? Ou em latim. Então, é isso que detesto. E também que tem blog demais por aí (inclusive este, eu bem sei, não precisa falar o óbvio). A Internet é como um sebo ao contrário, onde tem sempre uma novidade nova, em vez duma novidade velha. Mas coisas velhas desconhecidas, se sobraram, é porque são boas, ou porque são engraçadas, ou porque são boas de tão ruins. No blog, não; quase tudo sobra como novidade. E nenhuma novidade dessas novinhas pode ser excitante de verdade. Por isso, um desamor sonolento diante de tudo.
Posted by Bruno Rabin at 10:43 AM | Comments (1)
Eu, hein.
Algumas pessoas têm um orgulho torto e fazem questão de gritá-lo por aí, como se amar o time ainda mais na derrota não fosse a mesma coisa que se envaidecer da esposa que embaranga. Eu, hein.
Posted by Bruno Rabin at 12:04 AM | Comments (4)
May 28, 2008
Para mim, o mais difícil em Chesterton é...
a pronúncia do nome.
(Aliás e a propósito, outro patrício falando do ômi aqui, mas só para assinantes. A mesma coisa aqui.)
Posted by Bruno Rabin at 11:20 AM | Comments (4)
May 27, 2008
Marketing Editorial
Poucos livros devem vender tão erradamente quanto Como vencer um debate sem precisar ter razão, de Arthur Schopenhauer. Culpa do Olavão?
Em vez de criticar a escolha, pode-se aprender com ela:
- Como chatear seu chefe, não trabalhar e ainda ser pago por isso, de Herman Melville
- Dê um tempo para o seu ser, de Martin Heiddeger
- A arte da guerra - e da paz, de Leon Tolstói
- Você quer, você pode - desvendando os segredos dos super-homens, de Friedrich Nietzsche
- Casais inteligentes vão ao paraíso juntos, de Dante Aligheri
- Transforme sua vida no maior barato, de Franz Kafka
- Não morra de inveja: descubra o Iago que existe em você, de William Shakespeare
- O segredo das mentes perdedoras, de James Joyce
- Quem precisa da OAB? - 101 superdicas para estudantes de Direito, de Fiódor Dostoiévski
- Second Life para iniciados: invente seu próprio mundo (versão em diálogos!), de Platão
- Vencendo o preconceito: como arrumar um marido e se orgulhar disso, de Jane Austen
- O guia do turista misantropo, de Albert Camus
- Quem joga a isca que quer acaba fisgando o que não pode pescar, de Ernest Hemingway
- Sua casa é seu universo - visitando o porão da vida, de Jorge Luis Borges
Posted by Bruno Rabin at 03:23 PM | Comments (13)
May 24, 2008
Internautas dizem que pesquisadores estão mais estúpidos
Está aqui no Globo Online, mas você talvez prefira acessar na fonte: Usuários da internet estão mais egoístas." Destaque-se:
Segundo [Jacob] Nielsen [diretor da Nielsen Norman Group, especializada em consultoria sobre usabilidade], a mudança no comportamento dos usuários pode ser confirmada com base em vários dados levantados pelo relatório.O primeiro deles está relacionado com o sucesso dos usuários em conseguir atingir suas metas quando estão online. Os dados de 2008 indicam que este o sucesso foi de 75%, comparados com 60% em 1999.
Isso indicaria que os usuários estão indo "diretamente ao ponto", ao invés de ficar navegando "à deriva" pelos sites.
Nielsen afirma ainda que outro indicativo do "egoísmo" dos usuários estaria relacionado aos sistemas de busca.
Segundo o documento, em 2004, 40% das pessoas visitavam primeiro a homepage de um site e depois navegavam até onde estava a informação que procuravam. Atualmente, 60% dos usuários usam um link que os leva diretamente para a página que procuram dentro de um site.
O relatório de 2008 aponta que apenas 25% das pessoas navegam via a homepage de um site, o restante usa mecanismos de busca e chega diretamente ao destino de interesse.
(...)
O especialista ressalta que, nesse contexto, os mecanismos de busca "basicamente dominam a rede".
"A longo prazo, qualquer um que quiser ultrapassar o Google tem apenas que fazer um sistema de busca melhor", concluiu.
Gênio.
Posted by Bruno Rabin at 02:46 PM | Comments (1)
Apelo de filho
- Pai, assina a Internet de banda larga, que eu vou poder visitar o Museu do Louvre, a Biblioteca do Congresso Americano e fazer muitas pesquisas pro colégio.
Posted by Bruno Rabin at 11:53 AM | Comments (0)
May 23, 2008
Rômulo e a mãe judia
Rômulo era de uma família católica típica: muita missa, pouca missão. No Natal, tudo como mandava a liturgia: ceia farta, árvore iluminada, aquela coisa. Mas Rômulo queria ser judeu. Ficou com idéia fixa desde que viu uns garotos de solidéu num filme antigo. Depois, aprendeu a palavra “iídiche” e, mesmo sem saber bem o que significava, gostou da sonoridade. Sua intuição se confirmou quando ganhou de presente um livro de piadas hebraicas e descobriu a mãe judia. Resultado: quis ter uma também.
A cada Natal, quando visitava sua família, tentava alguma coisa. Primeiro, deixou de levar um presente para a Dona Mirtes, apenas o dela. A mãe, a princípio, estranhou o esquecimento; depois, acabou ficando satisfeita com o pensamento de que o filho estava tomando juízo e deixando de gastar dinheiro com besteira. Desolado, Rômulo foi adiante. No Natal seguinte, resolveu criticar sem piedade a camisa que sua mãe lhe dera de presente. Disse que era melhor não ter recebido nada. Dona Mirtes chegou a ficar engasgada, mas se resignou: o filho estava nervoso, essa coisa de colocar dinheiro na Bolsa, ela bem que avisou. E se calou sem esboçar reclamação. Desiludido e insistente, Rômulo deu sua cartada final. Disse à mãe que não iria para o Natal porque ficaria com a família de sua nova namorada. Desta vez — animou-se — conseguiria: rejeição e troca por outra mulher, nada pode ser mais eficaz para despertar o instinto maternal judaico de toda mãe... Para desespero de Rômulo, Dona Mirtes não só entendeu a escolha, como ainda sugeriu viajar para confraternizar com a família da moça - claro, se não fosse atrapalhá-lo.
Desde então, Rômulo nunca mais foi visto. Uns dizem que enlouqueceu com a fixação e se tornou o famoso mendigo erudito da Praça Andrade Neves, que fica lendo a Torá com uma pronúncia muito própria enquanto mexe a cabeça de um lado para o outro, achando-se muito parecido com um rabino. Outros afirmam que, na verdade, ele se casou com uma menina judia abrasileirada, que, contra a vontade de Rômulo, aceitou emprego como gerente de R.H. e abandonou o ritual religioso, escolhendo uma coisa assim mais espiritualizada, meio budista, meio mandala, mas muito verdadeira, sabe?, uma coisa que faz a gente repensar a vida - inclusive as receitas de gefilte fish e beigale, as festas de Pessach e o jeito de cuidar dos filhos e do marido, tudo muito ultrapassado, entende?
Ninguém sabe; pouco importa. O fato é que Dona Mirtes nunca mais teve notícia do Rômulo. Para compensar a perda do filho único, adotou um menino. Dizem que o garoto usa óculos, estuda violino e vai ser médico. E quando pede à mãe para brincar na pracinha, recebe sempre a mesma resposta: mas pra quê, meu filho?
Posted by Bruno Rabin at 02:40 PM | Comments (0)
May 22, 2008
Lúcia e o papel alumínio
Lúcia tinha horror a papel alumínio. Não era apenas uma pequena implicância, ou mesmo um desgosto resignado; não, ela tinha horror a papel alumínio. Não conseguia sequer pensar em tigela ou potinho coberto na geladeira. Desde a primeira vez em que se deu conta dessa aversão, passou a evitar o convívio doméstico alheio. Por isso, não freqüentou a casa de um potencial noivo. Tinha medo de que a sogra lhe oferecesse um pedaço de torta para levar. (Mais cedo ou mais tarde, isso aconteceria.) Por isso, não se casou. Por isso, deixou a própria família. Por isso, nunca mais teve Natal. Ano passado suicidou-se dia 24 à noite. No velório, na casa de Dona Carmem, sua mãe, foram servidos biscoitos com chá. As sobras alguém levou embrulhadas em papel alumínio.
Posted by Bruno Rabin at 06:11 PM | Comments (0)
May 19, 2008
A burrice é a nova inteligência

The Jetsons
O filme nem chega a ser cool, de tão ruim (e filmes ruins que se tornam cool na verdade continuam péssimos, e cool ou cult são palavras que as pessoas usam para falar de uma opinião muito errada que teriam vergonha de assumir de outra forma, porque não é possível ter mesmo prazer com esses filmes, ou é possível, mas aí é como pornografia, melhor nem dizer). O filme é péssimo; o argumento é bom: no futuro, em vez de ficarmos cada vez mais inteligentes sábios e sensatos, ficaremos estúpidos. Puro darwinismo: casais inteligentes lêem demais, ponderam muito e acabam escolhendo ter menos filhos do que as antas. Não deixa de ser uma esperança.
Posted by Bruno Rabin at 04:56 PM | Comments (3)
May 16, 2008
Vaidades masculinas

Não é verdade que as pessoas sejam cada vez mais vaidosas; elas são mais estúpidas, talvez, e põem a vaidade nas coisas erradas. O corpo, para citar o exemplo mais comum. É assim: incapaz de se envaidecer de alguma coisa que preste, o sujeito vai para a academia ou fica assistindo ao gnt. Mas esse culto ao corpo – um hábito mais bom do que ruim, é bom dizer antes que alguém pense o contrário, mas se pensar, também, pouco importa –, enfim, esse culto ao corpo é só porque as outras vaidades exigem sutileza, e alguma elegância. E variam conforme o meio cultural, a profissão, o grau de beleza (os feiosos que fazem dança de salão bem o sabem). Na verdade, quanto mais vaidosa é a pessoa, menos preocupada com a aparência ela será.
A vaidade dos escritores, por exemplo, é bem charmosa, digam o que disserem sobre a falsa timidez, os óculos sem lentes ou o olhar penetrante no infinito pensando: "Acho que ela vai me dar, acho que vai." O livro está publicado, o que é que há?! A pose precisa acompanhar os fatos, pois vaidade também é questão de credibilidade profissional. No caso do escritor, não há qualidade literária que resista a uma discussão sobre o troco com o caixa do supermercado onde foi comprar leite em pó e meio quilo de cebola a pedido da cozinheira após a corrida matinal na praia.
***
Nada disso vem muito ao caso. Era só pretexto para falar de uma outra vaidade, digamos, intelectual: a dos professores. Espécie que dá pena, sobretudo o bom professor. Peito inflado, voz alta numa roda de conversa, gestos largos como quem precisa da atenção risonha de todos, o professor tem uma vaidade infantil. De tanto ouvir que é inspirador, que ensinou o que ninguém tinha conseguido ensinar, que é uma pessoa brilhante, ele acaba acreditando nisso – e abre aquele sorriso confiante, de uma orelha a outra, sem olhar as unhas sujas de giz, sem sentir o próprio bafo de café, sem ter lido Freud, Lacan ou qualquer monografia de primeiro período de psicologia explicando a projeção do "sujeito suposto saber". Suposto, diríamos a ele, se o professor conseguisse ouvir alguma coisa além da própria voz.
Posted by Bruno Rabin at 03:39 PM | Comments (0)
May 15, 2008
Quantos trocadilhos por semana?

Não vi e não gostei!
Quando tem filme de favelado, os jornais promovem uma sessão para meia-dúzia deles e fazem aquela reportáj (gostei da muito da grafia, Filthy). Quando é filme de bailarina, a mesma coisa. Se o filme é de prostituta, tá lá a matéria com a Daspu. E agora, para a estréia de Blindness, a pauta está mantida?
Posted by Bruno Rabin at 10:57 AM | Comments (2)
May 14, 2008
Filosofia germânica
Não ouvi com meus próprios olhos, mas deve ser verdade: na xerox da Puc - onde, que absurdo, a venda de drogas atrapalha a função primordial de mutilação de direitos autorais -, o aluno de Filosofia I pediu uma cópia do texto sugerido pela professora, de um tal de Heineken.
Posted by Bruno Rabin at 12:40 PM | Comments (8)
May 13, 2008
O terno amassadinho do Saramago
Lendo este post do AFB, lembrei que, na literatura, às vezes, a "contaminação ideológica" é uma qualidade vibrante, daquelas que, ao ler, você olha pro lado, apontando a página e dizendo para o abajur: "Tá vendo, né?" Outras vezes, atrapalha a ponto de não se conseguir levar a leitura adiante. Em parte, claro, isso deve ter relação com a empatia do leitor, mas é pouco.
No caso de Saramago, é bem possível que a qualidade dos romances esteja na proporção inversa do esquerdismo, explícito ou não. O que faz de O ano da morte de Ricardo Reis um bom romance é um silêncio que falta ao Ensaio sobre a cegueira, talvez, e sobretudo à Jangada de pedra. Isso para não falar naquilo em que se transforma a fórmula, a que já prestei "homenagem" por aqui.
De qualquer maneira, suspeito que o problema do Saramago, como de tanta gente - à esquerda, à direita ou pela meiuca -, é comparecer demais. Isso no sentido de comparecimento que um amigo usa para descrever o Gatorade de tangerina, que ele dispensa por achar que a fruta comparece em excesso, estragando a gatorabilidez do dito cujo. No romance, esse comparecimento excessivo é uma mistura de tudo que há de ruim na arte conceitual (ter conceito) com o que há de pior no academicismo. É como se auto-consciência de uma qualidade nublasse a qualidade ela mesma - problema para o qual muito contribui o estudo de literatura, sem dúvida.
(Coisa semelhante me fez perceber o embuste que era o Höderlin do pantanal, por exemplo - muito sabido sobre o que deveria escrever, coisa ainda pior na poesia. Ninguém se torna referência para ator da Globo à toa, afinal.)
Tudo isso seria perdoável (quem não quiser que não leia, cada um faz o que quiser com seu talento, inclusive estragá-lo), não fosse a mitificação de que fala o AFB. E não fosse também e acima de tudo o compromisso com o terno amassadinho na hora de receber um prêmio.
Posted by Bruno Rabin at 04:04 PM | Comments (2)
May 12, 2008
O frio
Nas cidades de frio, faz muito frio mesmo já nesta época do ano. E a gente vai lá para sentir frio e reclamar depois, Nossa, que frio horrível, deusmelivre. Mais para reclamar do que para sentir frio. E também vai lá para comer nos restaurantes da serra, todos reis da truta, aquele peixe insosso que precisa de muito molho para ficar bom ou então de ser defumado, mas aí é aquele gosto de defumado, nem precisa ser truta. E quando tem muito molho a gente acha que o restaurante é ruim, porque só um restaurante muito ruim coloca tanto molho, e se não tem molho a gente acha uma pobreza. Se eu fosse imigrante e quisesse ter um restaurante na serra, ele se chamaria "Assim pescava Zaratruta", nome muito bom porque ninguém diria que a comida é divina. Ou então "Assim pescou...", mas isso é discussão de tradutores, não tem nada com o frio. Porque no frio o que a gente menos faz é discutir, e a gente se abraça e fica concentrado na programação do dia. Do café para o almoço, quantas horas?, do almoço pro jantar, passa logo? Também a gente pode ver aqueles filmes que não veria nunca, mas no frio, naquela televisão mais ou menos, com lareira acesa e amor infinito, a gente faz uma concessão enorme e vê. E acha muito bom. Fica satisfeito de ter visto um filme assim tão denso, com professor que transforma o aluno e tudo, e ainda se pergunta por que deixou essa obra-prima passar no cinema sem perceber. Mas a gente nem tem tempo de responder, que é hora de concentrar para o chá. Com o silêncio do frio, tudo fechado, o chá é um acontecimento. O cheiro da fumacinha embaçando os óculos e a gente pensando: Que frio horrível, deusmelivreeguarde.
Posted by Bruno Rabin at 04:57 PM | Comments (2)
May 09, 2008
In olden days a glimpse of stocking / was looked on as something shocking, / but now, heaven knows, / anything goes.
A volta é muito mais difícil que o começo. Porque há mágoas no caminho - o post (ainda) não feito para nossa meme -, uma bela promessa não cumprida - um post por (cinco) dia(s) - e o novo teclado, sem aquele barulhinho tão agradável, razão principal para ficar por aqui escrevendo.
Há também o constrangimento com a vizinhança. Esse apartamento aqui no Leblon digital é coisa antiga, prédio de pilotis, sem garagem, um banheiro para dois quartinhos; e agora que o bairro ficou chique - e mais ainda ficará... -, a gente fica com vergonha de carregar essa sacola surrada perto das vitrines bonitas.
Também porque não há tanto sobre o que falar: essa felicidade morninha sob esse sol encasacado da vida diminui a vontade das coisas que não dão prazer. Escrever, por exemplo.
Mas sobretudo porque escrevia para maltratar. Mas agora é amor e mágoa - por exemplo, gostar honestamente de McEwan e ouvir um amigo destratá-lo, ficando meio sem jeito no meio da briga. Nessas horas, a pior coisa é amar; porque o contrário do amor é a ironia, e a graça.
...
Não me lembro de quem falou sobre esse efeito perverso dos blogs sobre a literatura tradicional - o de que cada post é um romance em potencial, não escrito porque permanente em sua forma inacabada (quem foi, Márcio?) -, mas este blog chega a lugares piores: o de posts sobre posts que nem se vão escrever:
O post sobre a sugestão de trama para novelas, em que o herói descobre (não que é filho de sua irmã, como sempre), mas que é paulista, tendo se achado carioca a vida inteira (inclusive com o "x", a preferência por chinelos, o "falso inglês relax"); um outro post sobre o pretexto que a idéia de "tudo já foi feito" deu a tanta gente para gastar tinta à toa (e antes que você diga alguma coisa: é pixel, idiota!); um terceiro post sobre a vantagem de ser muito, muito infantil para gerir um negócio; e quatro ficções que vou colocar à venda (vinte pratas cada uma, mas valem menos).
Mas a gente vamos escrevendo, afinal. Que de doce basta a vida.
Posted by Bruno Rabin at 07:19 PM | Comments (2)