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February 13, 2008

Perdi alguma coisa

Não existe mais essa história de correção gramatical, né? Tudo depende da adequação, não é mesmo? As normas não podem ser prisões, certo? E também não podem servir à exclusão e ao preconceito, ok? Então, numa carta formal ou em um texto acadêmico, deve-se usar uma linguagem adequada, isto é, que siga os preceitos da norma culta vigente, não é? E essa norma culta corresponde ao que poderíamos chamar também de correção gramatical, tá me acompanhando? Mas... por quê? Ora, nessas situações, a linguagem adequada é a correta, certo? E isso não acontece apenas porque essa linguagem é mais clara ou mais precisa, não é mesmo? Isso também tem alguma relação com a impressão que queremos causar nos leitores, né? E, provavelmente, essa boa impressão tem como pressuposto o fato de que a norma culta parece constituir uma linguagem melhor, não é mesmo? Ah, então quer dizer que existe uma hierarquia de qualidade, certo? Do contrário, eu poderia usar gírias e traços de oralidade numa tese de doutorado, desde que a considerasse "adequada", é isso? Mas ninguém usaria, não é mesmo? Então, quer dizer que existe essa história de correção gramatical?

Posted by Bruno Rabin at February 13, 2008 08:38 AM

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