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September 23, 2007

Duas ou três coisas sobre a polêmica em torno dos livros didáticos aprovados pelo MEC

1) Desde o governo Fernando Henrique, na gestão Paulo Renato, a escolha dos livros didáticos é feita pelos próprios professores, a partir de uma lista de aprovados pelo Ministério. Se, ao que parece (google, pessoal), cerca de 50 mil professores de história do país escolheram os livros de Mário Schmidt, num processo democrático, a que conclusão se pode chegar: a) os livros são bons, e o Ali Kamel está errado (é assim que funciona a democracia)?; b) os livros são ruins mesmo, e os professores de história estão errados (é a ssim que funciona o bom senso)?

2) A mediocridade de alunos e professores dificilmente os levará a algo além da mediocridade. Estão nos livros elogios a Mao, simplismos sobre o capitalismo, blá-blá-blá, mas isso não faz a menor diferença. A maioria dos estudantes não lê; quando lê, não entende o que leu. E mesmo que não houvesse nada disso nos livros, os professores se encarregariam de dizê-lo - e isto seria muito mais verdadeiro para as crianças do que a página impressa (até hoje me lembro da professora de literatura que não gostava de Drummond e dizia que ele era elogiado demais. E não?).

3) Quer dizer que Mao era pegador? (Tá vendo? A gente aprende muitas coisas nesses livros. Onde tem para vender?)

Posted by Bruno Rabin at September 23, 2007 11:14 AM

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