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July 29, 2007

Do vôlei (III)

O problema do Bernardinho não é a covardia ou a eventual canalhice. É apenas a falta de bom humor. Daí esse compromisso imaturo com a seriedade que, paradoxalmente, beira o ridículo. Claro que isso não tem qualquer relação com a competência; é apenas questão de caráter, but who cares?

Posted by Bruno Rabin at 05:45 PM | Comments (0)

July 28, 2007

Do vôlei (II)

Brasileiros que têm horror ao Galvão Bueno devem estar vibrando com a narração das partidas de vôlei. Como há menos enrolação que no futebol ou na Fórmula 1, ele fica quase impedido de fazer comentários sobre assuntos, humm, “maiores”, como reflexões acerca das diferenças culturais entre países com índice pluviométrico alto e países em cujas bandeiras existem estrelas amarelas.

Posted by Bruno Rabin at 08:00 PM | Comments (0)

Do vôlei (I)

Nas partidas de vôlei, o cara quem tem alguma espécie de TOC deve ficar mais tenso nos intervalos do que no próprio jogo. Ou vocês não têm reparado no descuido dos limpadores de quadra, que insistem em perder o alinhamento logo na primeira passada?

Posted by Bruno Rabin at 07:51 PM | Comments (0)

July 26, 2007

As vaias do Rio

A polêmica do momento aqui no Rio são as vaias indiscriminadas a atletas de todo e qualquer país durante o Pan. Polêmica nada, porque só se fala sobre o quanto isso "prejudica nossa imagem lá fora".

Duvido. Primeiro, porque o Brasil não existe. Segundo, porque se existisse, não custa lembrar que centenas de pessoas acabam de morrer numa tragédia com todos os ingredientes para o jornalismo de minissérie. Terceiro, porque é possível que, "lá fora", se enxergue nas vaias a maldade na cidade do oba-oba, e essa maldade talvez represente uma personalidade que nos falta.

Não há maldade nas vaias, nem personalidade. Aliás, não há nada que não seja o puro prazer da estupidez. (Sim, porque a estupidez é prazerosa, posso assegurar. Tenho dado aula para adolescentes que espancam domésticas ou prostitutas - metaforicamente, até onde sei.) O Rio é o irmão mais velho daquele nosso amigo, que está sempre com um riso no canto da boca, à nossa espera para dar um cascudo.

Nem Cuba se salva das vaias - ao contrário do que poderíamos esperar. Nenhuma ideologia supera a iconoclastia. As vaias não seriam nada; nem valeria a pena escrever sobre elas, a não ser pela conseqüência óbvia de acabarem salvando todos os vaiados: quem vaia até um mesa-tenista jamaicano desqualifica a própria vaia - mesmo seja contra o presidente.

Posted by Bruno Rabin at 07:06 PM | Comments (1)